ESPECIAL JANEIRO ROXO

Saiba os cuidados necessários. A doença tem cura e o tratamento é gratuito e ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em unidade de saúde do país

Sabe aquela mancha branca ou mais avermelhada que você tem na pele e que, ao tocá-la, não sente nada? Fique atento, pode ser hanseníase. A doença não escolhe sexo e nem idade, atingindo também crianças e grávidas. Ao ser diagnosticado com a doença, toda e qualquer pessoa deve iniciar imediatamente o tratamento, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Assim que toma a primeira dose da medicação, o risco de a pessoa infectada transmitir a doença é praticamente nulo.

A hanseníase é uma doença dermatoneurológica, que tem manifestação na pele, como a presença de manchas com alteração de sensibilidade. A parte neurológica vem do comprometimento dos nervos periféricos, responsáveis pela sensibilidade e motricidade. Por isso, a hanseníase é a única doença dermatológica que tem alteração de sensibilidade na pele.

A doença pode atingir homens e mulheres em qualquer idade, sendo mais grave quando ataca indivíduos com menos de 15 anos. Em crianças, o diagnóstico da hanseníase exige avaliação mais criteriosa, diante da dificuldade de aplicação e interpretação dos testes de sensibilidade. Casos em criança, podem sinalizar transmissão ativa da doença, especialmente entre os familiares, o que deve, portanto, intensificar a investigação dos contatos pelos profissionais de saúde.

A forma de prevenção é diagnosticar os casos precocemente. Não é uma doença que tem vacina para evitar. A prevenção consiste no diagnóstico de todas as indivíduos o mais rápido possível, e tratar para que as indivíduos evitem a transmissão, bem como examinar todos os contatos, especialmente os domiciliares. A transmissão da doença deixa de ocorrer no início do tratamento. 

HANSENÍASE NA GRAVIDEZ

Já entre as mulheres, durante o período gestacional, a imunidade cai, deixando a mãe mais predisposta a apresentar os sintomas da doença. Uma mulher que tem hanseníase, mesmo que em tratamento, pode enfrentar problemas na gestação, com o agravamento da doença. Além disso, o bebê corre o risco de nascer prematuro e com baixo peso, além de poder apresentar sequelas. A mãe também pode sofrer algumas ocorrências indesejadas, como a pré-eclâmpsia e anemia.

PLANEJAMENTO – O recomendado é que a mulher evite engravidar no período em que está fazendo o tratamento e planeje o bebê para depois que estiver definitivamente curada. Mas, caso a mulher engravide estando infectada, ela deve procurar o serviço médico para que o tratamento seja iniciado.
TRATAMENTO – Caso a mãe já esteja fazendo o tratamento, ele não deve ser interrompido. No período da gestação, a mulher infectada, além de ter o acompanhamento de um obstetra, deve ter o apoio de um dermatologista. O acompanhamento de uma gestante com hanseníase deve ser muito maior que o realizado em uma mulher que não apresente a enfermidade.
AMAMENTAÇÃO – As mulheres que estiverem amamentando seus filhos não devem parar de tomar a medicação. Nem a gravidez e nem o aleitamento contraindicam o tratamento padrão para a doença. Os remédios podem estar presentes no leite materno, mas não causam nenhum problema para a criança.

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Por Agência Saúde
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