Até o dia 23, em Davos, na Suíça, o ministro da Saúde da nação brasileira, Luiz Henrique Mandetta, irá integrar grupos de discussões sobre tuberculose, novas vacinas e prevenção de novas doenças

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participa da 50º edição do Fórum Econômico Mundial, que acontece até o dia 24 de janeiro, em Davos, na Suíça. Em todos os dias do evento, o ministro brasileiro irá integrar grupos de discussões para troca de experiências e apresentar iniciativas colaborativas em saúde, que vão desde a implementação de novos tratamentos até o progresso de vacinas para doenças emergentes, como a chikungunya.

A extensa agenda do ministro, no Fórum, também irá tratar de novas ferramentas de negócios na área da saúde. Nesse contexto, Mandetta tem papel de liderança por sua atuação à frente da saúde pública da nação brasileira, no combate à tuberculose e no interesse no progresso sustentável do segmento, sobretudo na produção de vacinas.

Em um dos primeiros encontros, Luiz Henrique Mandetta falou do Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1988 pela Constituiçãa nação brasileiraeira, das suas caraterísticas de integralidade, universalidade e gratuidade, e dos desafios que se mantém até hoje, como o enfrentamento de doenças negligenciadas, a exemplo da hanseníase e tuberculose. Outro importante desafio para a saúde, colocado pelo ministro, é o crescimento da expectação de vida do brasileiro. “Nós decidimos encarar todos esses desafios e hoje estamos com 31 anos de sistema público de saúde. É uma mudança para gerações de indivíduos”, destacou Mandetta.

Nesta quarta-feira (22), o ministro participa do Tackling Childhood Overweight in a Changing World, atividade organizada pela Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) & Novo Nordisk. A convite da entidade, Mandetta vai apresentar políticas e iniciativas brasileiras, como o Guia Alimentar para crianças brasileiras menores de dois anos e a campanha de Combate e Prevenção à Obesidade Infantil, criados pelo Ministério da Saúde. O encontro irá reunir ações de sucesso que podem ajudar a criar ambientes mais saudáveis.

No mesmo dia, o ministro participa do encontro que vai discutir a necessidade de novos modelos de negócios sustentáveis, ferramentas inovadoras de financiamento e novas formas de parceria que apoiem um novo programa sobre condições econômicas e sociais que afetam a saúde. Um exemplo disso são as condições sociais e econômicas que propiciam a transmissão de doenças como turbeculose e zika. Serão pensadas soluções para diminuir a incidência desses tipos de doenças que se alastram por conta de condições precárias de vida.

O tema vacinas permeia o restante da agenda do dia do ministro da Saúde, com o encontro bilateral com o CEO da Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), Richard Hatchett. Na conversa será abordado o progresso de vacinas para doenças emergentes, incluindo a chikungunya.

Ainda dentro do tema vacinas, na quinta-feira (23), o ministro participa de encontro com representantes da GAVI, uma Aliança Mundial para Vacinas e Imunização. A GAVI é uma organização internacional que promove o acesso de crianças de países pobres às vacinas, incluindo as mais novas produzidas pelo mercado e que essa população não teria acesso. Na pauta, a necessidade de investimentos para prevenir doenças.

Em seguida, Mandetta se reúne com outros governos para discutir sistemas de saúde e doenças transmissíveis. Logo após, o ministro será um dos jurados responsáveis por avaliar a viabilidade de novos modelos de sistemas de saúde. Na ocasião, empresas privadas apresentarão soluções de problemas relacionados à saúde.

Fechando a participação no Fórum Econômico Mundial, o ministro participa do evento Protecting Progress: Rebuilging Confidence in Immunization, que promove a discussão entre governos, sociedade civil e segmento privado no sentido de trabalharem juntos para enfrentar a falta de vacinas e impedir o retrocesso no progresso da saúde global.

STOP TB

Antes da participação em Davos, na segunda-feira (20), o ministro visitou as instalações da sede da Stop TB partnership, em Genebra, o órgão internacional que atua para eliminar a tuberculose no mundo. Mandetta assumiu a presidência do Conselho da Stop TB em dezembro de 2019 e estará à frente da organização internacional nos próximos três anos. O Brasil tem a missão de liderar a luta mundial contra a doença para reduzir sua circulação até 2035 – meta defendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por Silvia Pacheco, da Agência Saúde
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