Comitê consultivo debate modelo de mercado de carbono para o Brasil

Secretário de Produtividade reforça que o país tem enormes vantagens comparativas na área

por publicado: 05/02/2020 19h34 última modificação: 05/02/2020 22h50

O Comitê Consultivo do Projeto sobre Precificação de Carbono (PMR-Brasil) reuniu-se, em Brasília nesta segunda e terça-feira (3 e 4/2), para discutir os resultados preliminares da modelagem econômica e os impactos esperados para uma eventual introdução do mercado de carbono no Brasil.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), Carlos Da Costa, participou do evento na terça (4/2) e afirmou que o governo federal está mobilizado.

“Temos que fazer a nossa parte com competência e da maneira mais eficiente possível, sem gerar pesos sobre o setor primário. Tenho clara convicção de que o Brasil tem enormes vantagens comparativas no processo de descarbonização da economia global, pois o nosso custo é mais baixo e nós já temos uma economia de baixo carbono relativo ”, ressaltou Da Costa.

O mercado de carbono diz respeito às iniciativas de comercialização de créditos de redução de emissão dos gases do efeito estufa, conhecidos como créditos de carbono. A ideia é que a comercialização desses créditos estimula a redução das mudanças climáticas.

O secretário frisou ainda a importância de as indústrias brasileiras destacarem a matriz limpa e a pegada carbônica de produtos para que o consumidor queira optar, na hora da compra, pelo produto brasileiro.

Da Costa disse que o governo está avançando na atribuição de direitos e deveres, de tal forma que as empresas de menor custo de descarbonização o façam e ganhem dinheiro com essa ação. “Nós estamos convencidos que a melhor solução é reduzir os custos de transação e propiciar a existência efetiva de um mercado de crédito de carbono”, afirmou.

Fazem parte do Comitê Consultivo do Projeto sobre Precificação de Carbono (PMR-Brasil): Banco Mundial; Ministério da Economia; Casa Civil; Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Ministério do Meio Ambiente; Ministério das Relações Exteriores; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério de Minas e Energia; Empresa de Pesquisa Energética; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; Fundação Getúlio Vargas; Rede Clima; Observatório do Clima; Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil; Confederação Nacional da Indústria; Federação Brasileira de Bancos; Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável; Iniciativas Empresariais em Clima; Associação Brasileira da Indústria Química e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.

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