LOW COST

Levantamento do Melhores Destinos mostra preços antes e depois das quatro companhias de baixo custo começarem a operar voos para o país

Por Cecília Melo

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Valor das passagens aéreas caem até 33% nos trechos operados por low costs. Crédito: Divulgação/JetSmart

O reflexo da chegada das companhias aéreas de baixo custo no mercado brasileiro já pode ser sentido no bolso do viajante. Levantamento comunicado nesta quinta-feira (13) pela empresa Melhores Destinos mostra uma queda de até 33% no preço das passagens aéreas nas rotas onde as low costs começaram a voar. Foram pesquisados voos da Norwegian (Reino Unido), Sky e JetSmart (Chile), além da Flybondi (Argentina).

A maior redução foi verificada nas tarifas para Londres operadas pela Norwegian, que saíram de R$ 3.973 para R$ 1.736. Outra queda significativa vem dos voos da Sky Airlines para Santiago com baixas de até 28%. Em Salvador, por exemplo, a redução das tarifas ocorreu no mês de janeiro, após o início da operação da JetSmart, em dezembro do ano passado.

Segundo o inventário, a redução dos preços não ocorreu apenas pela venda de suas próprias tarifas, mas especialmente pela reação das companhias aéreas concorrentes, que reduziram suas margens para não perder mercado frente às novas entrantes. “Mesmo quem não se beneficia diretamente por esse modelo de baixo custo é favorecido pela concorrência que ele provoca. E isso ficou evidente nesse curto período em que elas começaram a voar na nação brasileira”, afirma o editor e responsável por novos negócios da empresa, Leonardo Cassol.

O Brasil já tem quatro empresas aéreas de baixo custo autorizadas a operar voos regulares internacionais. A primeira delas, em novembro de 2018, foi a chilena Sky Airline. Logo depois, no mesmo mês, o país passou a contar com a europeia Norwegian Air. Em 2019, Flybondi e Jetsmart também iniciaram rotas para o país.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, destaca que a operação de novas empresas aéreas reforça o crescimento da competitividade e desenvolve a conexão a redes aérea. “A chegada das low costs traz mais ofertas de baixo custo e faz parte de uma nova estratégia do Turismo, que coloca o segmento no centro da agenda econômica do país”, afirmou o ministro.

Álvaro Antônio reforça ainda que medidas adotadas pelo governo federal no último ano contribuíram para a presença cada vez mais expressiva dessas companhias na nação brasileira. É o caso, por exemplo, do veto à gratuidade de franquia de bagagem e da Lei 13.842/2019 que permitiu a participação de 100% de capital estrangeiro em empresas aéreas brasileiras. “Adotamos medidas para que o mercado de voos domésticos também possa ter mais empresas operando. Com mais concorrência, teremos melhores serviços e, também, queda no preço das passagens”, disse.

A Lei despertou o interesse de empresas aéreas em investir no mercado interno e resultou na solicitação e autorização, em maio de 2019, da primeira aérea com capital 100% estrangeiro na nação brasileira: a Globalia. Em fevereiro de 2020, mais uma empresa aérea estrangeira solicitou autorização para operar voos regionais na nação brasileira, a também espanhola Air Nostrum.

Edição: Rafael Brais

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