O Dia Internacional da Mulher é uma data significativa para reforçar a importância da melhoria das condições de saúde das brasileiras. Garantir o acesso das mulheres aos serviços de assistência em saúde e incentivar a prevenção são medidas essenciais para garantir maior qualidade de vida e bem-estar a essa população.

Entre os cuidados essenciais orientados por profissionais de saúde destacam-se a adoção de hábitos saudáveis, a realização de exames preventivos, a tomada de decisão consciente sobre métodos contraceptivos e medidas de planejamento reprodutivo e a identificação precoce de sintomas de transtornos mentais como ansiedade, estresse e transtornos alimentares. Essas são medidas que ajudam a prevenir e evitar as principais doenças que afetam o sexo feminino, como câncer de mama, endometriose, infecção urinária, câncer no colo do útero, fibromialgia, depressão e obesidade. 

No segmento suplementar, as mulheres representam maioria entre os beneficiários de planos de saúde: são 25.001.822 usuárias em planos de assistência médica – o que representa 53% do total nessa segmentação – e 13.237.800 em planos exclusivamente odontológicos – 51% do total de beneficiários nessa segmentação.  

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desenvolve ações e estimula as operadoras de planos de saúde a oferecerem programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças (Promoprev) para suas beneficiárias. Atualmente há 1.901 programas em todo o país informados à ANS, sendo que 16% deles têm foco exclusivamente na saúde da mulher. Entre as áreas de atuação nessa linha de cuidado estão: planejamento familiar, atenção ao pré-natal, parto e puerpério, câncer de mama e de colo de útero, climatério, consumo de álcool e tabagismo, distúrbios hormonais, osteopenia e osteoporose e sobrepeso e obesidade.

A lista das coberturas mínimas obrigatórias dos planos de saúde contempla diversos procedimentos relacionados à melhoria e à manutenção da saúde da mulher. São exemplos importantes procedimentos para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de colo de útero e do câncer de mama, incluindo medicamentos oncológicos domiciliares e reconstrução mamária, procedimentos relacionados ao planejamento familiar, assistência ao parto e puerpério, entre outros.

Outra ação importante em prol da saúde da mulher é o Parto Adequado, iniciativa desenvolvida em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde. A medida tem como objetivos identificar e incentivar a adoção de modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas sem indicação clínica na saúde suplementar. A iniciativa visa ainda proporcionar às mulheres e aos bebês o cuidado certo, na hora certa, ao longo da gestação, durante todo o trabalho de parto e pós-parto, considerando a estrutura e o preparo da equipe multiprofissional, a medicina baseada em evidência e as condições socioculturais e afetivas da gestante e da família. 

As ações colocadas em ação nos hospitais que integram o Parto Adequado resultaram na melhoria em indicadores de saúde de gestantes e recém-nascidos. Entre 2017 e agosto de 2019, o percentual de partos normais nos hospitais participantes passou de 33% para 37%; houve uma redução de 18% nas internações em UTI neonatal; e estima-se que o programa tenha contribuído para evitar mais de 20 mil cesarianas desnecessárias.

Confira nos gráficos abaixo a evolução da quantidade de beneficiários de planos de saúde separados por sexo (2000 a 2020): 

Figura Ass. Médica

Figura ODONTO
Fonte: ANS – Tabnet