A Vigilância Epidemiológica do município de Lajeado demonstrou nesta sexta-feira, 13/03, três casos suspeitos de contaminação por coronavírus. O caso de dois adultos e uma criança foi notificado, e a coleta de material foi realizada e encaminhada. O fechamento está previsto para sair nos próximos dias. A família apresentou os sintomas típicos de gripe e relatou ter voltado recentemente de viagem ao exterior, configurando caso suspeito de contaminação.
 

– Um caso suspeito de Lajeado havia sido descartado em exame. Agora, com o surgimento destes três novos casos suspeitos, devemos ficar ainda mais atentos às medidas de prevenção. Devemos ter todos os cuidados para evitar novos casos de contaminação – disse a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado, Juliana Demarchi.
 

Em reunião realizada na tarde de quinta-feira, autoridades municipais adotaram diversas medidas para contribuir com o controle da contaminação (veja abaixo). Uma nova reunião está marcada para segunda-feira para avaliar a evolução da situação na cidade e verificar a necessidade de novas medidas.
 

A Prefeitura criou uma área especial com atualização sobre as informações do coronavírus no município para dar transparência às informações na medida em que a situação for se alterando.

Se você tiver alguma dúvida sobre o conteúdo ou sugestão de informações a serem publicadas, envie um e-mail para gap.imprensa@lajeado.rs.gov.br

Sobre como saber se a pessoa é um caso suspeito

Neste momento, são considerados suspeitos os casos de indivíduos que: tiverem viajado ao exterior (qualquer país) nos últimos 14 dias E QUE TAMBÉM estejam apresentando algum destes sintomas: 

– Febre medida

– Sintoma respiratório, como tosse ou dificuldade para respirar

IMPORTANTE: se a pessoa se considera um caso suspeito, a orientação é que já se isole o máximo possível, de preferência em casa, e não tenha contato com outras indivíduos para evitar a contaminação. Ela não deve ir ao hospital ou à UPA neste momento, mas seguir os passos abaixo.

O que o caso suspeito deverá fazer

A pessoa deverá:

– Ligar para a Vigilância Epidemiológica do município no 3982-1119 ou 3982-1217 das 7h30 às 16h30 

– O caso será avaliado pela equipe da Vigilância, que fará os encaminhamentos necessários para o atendimento de saúde e para coleta de exames, se necessário

IMPORTANTE: esta orientação poderá mudar a qualquer momento, dependendo da reavaliação das condições e do monitoramento da doença no dia a dia.

Idosos, doentes e suspeitos devem ficar em casa

As autoridades indicam que indivíduos com mais de 60 anos e pacientes com doenças crônicas tenham cuidados redobrados em razão de o coronavírus ser mais letal nestes casos. O risco aumentado está no fato de essa indivíduos serem mais suscetíveis a desenvolverem quadros respiratórios graves ao serem contaminadas pelo coronavírus. A orientação é que idosos, indivíduos com doenças crônicas e casos suspeitos permaneçam em casa, em isolamento residencial, tenham o menor número de contatos pessoais possível e, se for o caso, contatem os órgãos de saúde por meio do telefone para receberem orientação (veja acima). O objetivo é evitar contaminação.

Preocupação com terceira idade

A maior preocupação das autoridades municipais é com a população com maior idade, em especial a partir dos 60 anos, por ser mais suscetível a problemas respiratórios graves decorrentes da contaminação com o vírus. Nos países em que a doença se espalhou com mais velocidade, como a Itália, a população idosa atingida é a que tem enfrentado maior letalidade do agente infeccioso – ou seja, um percentual muito maior de mortes em relação aa quantidade de casos de contaminação. O risco é que, se houver contaminação em massa de indivíduos nesta faixa etária, o sistema de saúde, pública ou privada, não terá condições de atender todos os casos graves. 

Sobre como se prevenir

Como ainda não há cura nem vacina contra o vírus, a melhor orientação é evitar a contaminação. A principal orientação é lavar as mãos com frequência e evitar contato com ambientes onde ocorrem aglomerações de indivíduos com risco da doença.

Outras ações que podem auxiliar em evitar a disseminação de doenças respiratórias:

1. Lavar as mãos sempre com água e sabão.

2. Limpar áreas de maior contato como maçanetas, celulares, teclados de computador, mesas, etc.

3. Lavar as mãos após uso do transporte público. Caso não tenha acesso a algum banheiro, ter álcool gel sempre a mão facilita.

4. Ao tossir e espirrar, utilize lenços de papel para evitar que as secreções sejam eliminadas no ar.

5. Além disso, nesta época, evite apertos de mãos e cumprimentos no rosto.

6. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

7. O uso de máscara cirúrgica é indicado para indivíduos portadoras de doenças respiratórias ou de doenças que causem redução em sua imunidade.

8. Ao tossir, cubra nariz e a boca, evite uso das mãos, prefira cobrir com o braço.

9. Mantenha os ambientes arejados.

  

Sobre como ocorre a contaminação com o Coronavírus 

O novo Coronavírus (COVID-19) é um tipo de infecção respiratória, causada por vírus, semelhante aos resfriados e às gripes comuns. A contaminação pode ocorrer a partir de gotículas de secreção de pessoa doente, pela tosse, espirro e saliva, e também por urina e fezes. O contágio ocorre quando estas gotículas entram em contato direto com as mucosas (narinas, boca e olhos) da pessoa saudável, o que ocorre com frequência ao tocar superfícies contaminadas e depois levar o vírus com as mãos para os olhos, nariz e boca.

Campanha de vacinação contra a gripe

A partir de 23 de março, começa no Rio Grande do Sul a campanha de vacinação contra o vírus influenza, causador de gripe comum e da gripe H1N1. É importante todas as indivíduos do público-alvo fazerem a vacina como forma de se precaverem contra a doença e de estarem saudáveis diante do crescimento das possibilidades de contaminação pelo coronavírus. O público-alvo na fase inicial da campanha são:

– Idosos (maiores de 60 anos)

– Profissionais da área da saúde

  

Telefones para informações e esclarecimento de dúvidas:

136 – Ministério da Saúde

150 – Disque Vigilância do Estado do Rio Grande do Sul