SAÚDE NA HORA

A unidade irá receber mais recursos federais para funcionar até 22h e permanecer de portas abertas durante o horário de almoço

A população de Jacarepaguá, no município do Rio de Janeiro, já pode contar com um posto de saúde que funciona com horário ampliado. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anuncio a inauguração da primeira unidade do Saúde na Hora no município do Rio de Janeiro, durante agenda no Parque Tecnológico da Saúde, com o prefeito Marcelo Crivella. A Clínica da Família Helena Besserman Vianna, na comunidade de Rio das Pedras, passa a funcionar até às 22h, além de permanecer de portas abertas durante o horário de almoço, um dos requisitos para entrar no programa Saúde na Hora, do Governo Federal. Como incentivo, o Ministério da Saúde vai repassar R$ 77,5 mil mensais para custeio dos serviços.

O posto de saúde atende cerca de 56 mil indivíduos da região com 14 equipes de Saúde da Família, sendo seis delas custeadas pelo Governo Federal, além de três equipes de Saúde Bucal, também custeadas pelo Ministério da Saúde. Essas equipes são formadas por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, Agentes Comunitários de Saúde e dentistas.

Com isso, a população passa a ter mais flexibilidade no acesso aos serviços ofertados nos postos de saúde para cuidados básicos, como consultas médicas e odontológicas, coleta de exames laboratoriais, aplicação de vacinas, consultas pré-natal, triagem neonatal, entre outros procedimentos.

Lançado em 2019 pelo Governo Federal, o programa Saúde na Hora é uma das medidas criadas pela atual gestão para fortalecer a atuação dos postos de saúde no atendimento à população. “Desde o início da nossa gestão, temos trabalhado para o fortalecimento e reestruturação de toda a rede da Atenção Primária no SUS, o que, agora, nos permitirá o atendimento as indivíduos com suspeita de coronavírus, desafogando as emergências hospitalares. Estudos indicam que 90% dos casos de coronavírus são leves e podem ser atendidos nos postos de saúde. A população pode buscar os serviços dos postos de saúde quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre, tosse, dor de garganta e coriza”, reforçou o ministro da Saúde.

O programa já conta com a participação de 1.528 postos de saúde, em todo o país, que se comprometeram a estender o horário de atendimento à população em 238 municípios. Atuam nessas unidades 5.606 equipes de Saúde da Família, cobrindo aproximadamente 20 milhões de brasileiros.

A iniciativa amplia recursos federais a municípios que estenderem o horário de funcionamento das unidades para o período da noite, além de manterem as portas abertas durante o horário de almoço e, opcionalmente, aos finais de semana. Até então, a maior parte dos 42 mil postos de saúde em todo o país funcionavam por 40h semanais.

CONTENÇÃO DO CORONAVÍRUS

Na última terça-feira (10), o Ministério da Saúde anunciou medidas para reforçar o atendimento na Atenção Primária durante a emergência do coronavírus. Uma das ações para fortalecer a Atenção Primária é a alteração de alguns critérios do Saúde na Hora para facilitar a adesão dos municípios ao programa. Assim, a pasta pretende ampliar o horário de funcionamento em 6.700 mil unidades localizadas em mais de mil municípios, ampliando a cobertura de atendimento para mais de 40 milhões de indivíduos. O investimento para isso já está definido em R$ 900 milhões.

Agora, as unidades que contam com uma ou duas equipes de Saúde da Família (ESF) também poderão aderir ao programa. Antes, as unidades precisavam ter, no mínimo, três equipes para fazer parte e receber mais recursos federais. Também não será mais necessária a presença de um gerente nessas unidades. A escolha ficará por conta do gestor local. Nessa modalidade, os municípios receberão do Governo Federal R$ 15 mil/mês adicionais por posto de saúde. A pasta dará prioridade à homologação de municípios que já possuem casos confirmados de coronavírus.

Ainda para reforçar o atendimento na Atenção Primária, o Ministério da Saúde lançou um edital com mais de 5 mil vagas para o programa Mais Médicos. Os profissionais vão atuar nos municípios de maior vulnerabilidade e também nas capitais e grandes centros urbanos, que possuem maior concentração de indivíduos, facilitando a circulação do vírus.

Por Nicole Beraldo, da Agência Saúde
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