CORONAVÍRUS

Brasil já adota iniciativas no sentido de reforçar a manutenção de ocupações e negócios no segmento

Por Cecília Melo

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OMT lançou um conjunto de recomendações para a recuperação do segmento turístico. Crédito: Renato Soares/MTur

Com o objetivo de auxiliar governos, o segmento privado e comunidades internacionais, a Organização Mundial do Turismo (OMT) lançou um conjunto de recomendações para a recuperação do segmento turístico em meio à crise provocada pelo novo coronavírus. A publicação indica ações que podem ajudar os países a mitigar o impacto imediato da pandemia, além de orientar variadas áreas quanto a estímulos de longo prazo. 

As medidas se dividem em três áreas-chave: gerenciando a crise e mitigando o impacto; fornecer estímulo e acelerar a recuperação e preparando-se para o futuro. As principais ações relacionam-se à manutenção de ocupações, ao apoio a trabalhadores independentes, à garantia de liquidez das empresas, ao progresso de habilidades – principalmente digitais – e à revisão de impostos, taxas e regulamentos relacionados ao ramo de viagens.

O documento também propõe a diversificação de mercados, produtos e serviços, com investimentos em sistemas de inteligência. Segundo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, além de auxiliar todo o segmento na nação brasileira e no mundo neste momento de adversidades, o documento está em consonância com ações já adotadas pelo Ministério do Turismo e pelo governo federal para planejar o futuro da atividade no pós-pandemia.

“Vivemos um cenário de crise sem precedentes, e o turismo é um dos mais impactados. Por esse motivo, temos trabalhado em todas as frentes possíveis para garantir a sobrevivência do segmento e a manutenção dos ocupações de milhões de trabalhadores. É necessário pensar no depois também e garantir o futuro do nosso turismo. Tudo para que possamos, em um outro momento, reestabelecer e incentivar as viagens pelo nosso país”, destaca o ministro.

O documento da OMT elenca ainda ações de estímulo financeiro a empresas, com políticas fiscais favoráveis, além da promoção de medidas de marketing focadas na volta da confiança do consumidor. Também há a recomendação de que o turismo seja destaque nas políticas de recuperação e nos planos de ação, bem como, no longo prazo, haja mais atenção à contribuição do segmento para o cumprimento da Agenda de Desenvolvimento Sustentável.

“O turismo está entre os segmentoes mais afetados pela crise e necessita de apoio urgente para manter os milhões de ocupações que estão em risco. Ainda não sabemos qual será o impacto da Covid-19 no turismo mundial. No entanto, precisamos apoiar o segmento agora, enquanto nos preparamos para torná-lo mais forte e sustentável quando ele voltar ao crescimento”, observa o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.

A publicação da OMT destaca que, da maior companhia aérea ao menor hotel em uma comunidade rural, o segmento tem sido interrompido pela crise. O texto acrescenta que, em 2019, o turismo representou 30% das vendas para fora do país mundiais de serviços (US$ 1,5 trilhão) e até 45% da exportação total de serviços em países em progresso.

O documento resulta do primeiro Comitê Mundial de Crise do Turismo, realizado pela OMT com autoridades de diversos países. O grupo também incluiu representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Internacional da Aviação Civil (OACI), da Organização Marítima Internacional (OMI), do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), da Associação Internacional de Linhas de Cruzeiros (CLIA), da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) e do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).

Edição: André Martins