COVID-19

Empenho para ampliação da testagem na nação brasileira prevê compra de 12 milhões de testes rápidos e 10 milhões de RT-PCR pela OPAS. Até o momento, 2,5 milhões de testes já foram distribuídos

O Ministério da Saúde convocou, por chamamento público, empresas interessadas em fornecer 12 milhões de testes rápidos (sorologia) para diagnóstico da COVID-19. A medida faz parte de mais uma das ações permanentes do Governo da nação brasileira para ampliar a testagem para o coronavírus na rede pública de saúde por meio da disponibilização de novos testes, seja por compra direta ou por meio de doações.

As propostas devem ser enviadas à pasta até às 23h59 desta quarta-feira (22/4), conforme orientações que constam no Aviso de Chamamento Público, comunicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20). O novo contrato para aquisição de mais testes tem caráter emergencial.


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Do total de 12 milhões de testes rápidos que o Ministério da Saúde pretende adquirir, cerca de um milhão ficará com a pasta como reserva técnica e outros 200 mil testes vão para pesquisas. Os testes rápidos (sorologia) utilizam amostra de sangue (punção do dedo) ou venosa (punção da veia). Por se tratar de um teste para detecção de anticorpos, é necessário que seja realizado após o sétimo dia do início dos sintomas.

Dentre os esforços do Ministério da Saúde na busca de novas compras no mercado nacional e internacional, a pasta adquiriu, via Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), 10 milhões de testes RT-PCR (biologia molecular) para COVID-19. A previsão é que cerca de 500 mil testes comecem a chegar na semana próxima semana e, depois, cerca de 800 mil a cada semana.

PROCESSAMENTO DE TESTES

O Ministério da Saúde recebeu da rede de laboratórios Dasa a doação do serviço de processamento de amostras respiratórias de testes RT-PCR (biologia molecular) para detecção da COVID-19. A empresa, especializada em medicina diagnóstica na nação brasileira, vai disponibilizar, de forma gratuita, profissionais e infraestrutura para a realização dos exames, com insumos cedidos pela pasta. A iniciativa, que tem caráter emergencial, poderá se tornar a maior operação no mundo para testagem do coronavírus e prevê a realização de até 3 milhões de exames de RT-PCR nos próximos seis meses.

O objetivo é processar até 30 mil exames por dia de RT-PCR, considerada a metodologia “padrão-ouro” para o diagnóstico da COVID-19. Esse quantitativo poderá ser ampliado, de acordo com a disponibilidade de equipamentos e entrada de outras empresas no projeto.

Para viabilizar a etapa de coleta das amostras, o Ministério da Saúde convoca, por meio de outro chamamento público, empresas privadas para fornecer prestação de serviço de coleta domiciliar e nos postos de saúde, além da logística de armazenamento e transporte diário das amostras para o Centro de Diagnóstico Emergencial, localizado na cidade de São Paulo (SP).

As propostas devem ser apresentadas até às 23h59 do dia 22 de abril de 2020, de acordo com as instruções que constam no Aviso de Chamamento Público, publicado no Diário Oficial da União (DOU), nesta segunda-feira (20/4).

DISTRIBUIÇÃO DE TESTES

Até o momento, mais de 2 milhões de testes rápidos foram distribuídos aos estados de todo o país. Eles foram doados pela mineradora Vale ao Ministério da Saúde para auxiliar a nação brasileira no enfrentamento ao coronavírus. Deste montante, 180 mil seguiram para uso em pesquisas e 247 mil para compor o estoque estratégico do Ministério da Saúde. No total, a Vale doou ao Ministério da Saúde 5 milhões de testes rápidos.

Em relação aos testes RT-PCR (biologia molecular), o Ministério da Saúde já enviou 524.296 mil unidades aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) de todo o país. O quantitativo faz parte das aquisições já entregues ao Ministério da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz (161.704), Instituto de Biologia Molecular do Paraná – IBMP (62.592) e doação da Petrobrás (300 mil).

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Por Tinna Oliveira e Vanessa Aquino, da Agência Saúde
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