Servidoras penitenciárias do Presídio Estadual Feminino de Lajeado (PEFL) confeccionam máscaras de proteção em algodão para uso exclusivo de servidores, demonstrando solidariedade e contribuindo para conter a pandemia da Covid-19. Os tecidos são comprados com recursos próprios e divididos entre os colegas. Durante a semana, a produção das máscaras ocorre das 19h às 22h, nas dependências da casa prisional, e elas já conseguiram finalizar 50 unidades.

Presídio Feminino Lajeado máscaras 2 Cada servidor compra um pedaço de tecido e pode encomendar até seis máscaras, ficando responsável pela higienização do produto – Foto: Ascom Susepe

Na prática, cada servidor compra um pedaço de tecido e encomenda até seis máscaras, ficando responsável pela higienização do produto, que pode ser reaproveitado. O projeto mostra união em um momento de crise e ainda reduz dispêndios para o Estado, que não está medindo esforços para o enfrentamento da pandemia na sociedade e no sistema prisional. A iniciativa conta com o apoio de servidores plantonistas.

Para a titular da 8ª Delegacia Peniteciária Regional (DPR), Samantha Longo, é gratificante fazer parte de uma gestão que trabalha unida. “Além de ver que os voluntários se multiplicam a cada dia para amenizar os impactos causados pela pandemia que estamos vivendo”, acrescentou. “A ideia é que até o final de abril todos os servidores tenham suas máscaras de algodão para uso indivídual.”

O projeto é desenvolvido pela diretora do PEFL, Rita de Cássia Donini, pela assistente social Vera Lúcia Lazzari e pela agente penitenciária Cristieli da Silva.

Texto: Neiva Canalli/Ascom Susepe
Edição: Secom