Pais que optarem pelas atividades em material físico devem agendar horário nas escolas Foto: Maiara Rovêa Pais que optarem pelas atividades em material físico devem agendar horário nas escolas

Por conta do coronavírus, as aulas nas escolas municipais estão suspensas desde o dia 23 de março. Em razão disso, a Secretaria Municipal de Educação está adotando medidas educativas que visam estimular o aprendizado dos alunos da rede municipal de ensino mesmo sem a presença física dos alunos nas escolas. Desta forma, desde segunda-feira, 11/05, os cerca de 8,5 mil alunos das Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) e de Ensino Fundamental (EMEFs) estão realizando atividades escolares de forma remota.

As tarefas estão sendo propostas de acordo com o projeto pedagógico e com o ano escolar. Os alunos podem receber as tarefas de duas formas: em conteúdos digitais para os que têm acesso à internet ou mediante retirada de material físico por um representante da família, que deve ir à escola em horário previamente agendado para evitar aglomerações.

A EMEI Gente Miúda, do bairro Hidráulica, e a EMEF Francisco Oscar Karnal, no bairro Santo Antônio, por exemplo, estabeleceram horários para a retirada das atividades e para o esclarecimento de dúvidas sobre o retorno dos encontros presenciais aos pais dos alunos. Segundo Janice Diehl, diretora da Gente Miúda, a nova modalidade de aprendizagens está sendo uma experiência nova para toda a equipe. – Mesmo com as dificuldades, este foi o meio encontrado para que as nossas crianças pudessem continuar tendo o seu direito de aprendizagem garantido – explica a diretora.

Para os pais, a ideia de os alunos realizarem atividades escolares em casa é muito positiva. Ivanete Aparecida dos Santos, 48 anos, conta que reservou um espaço apropriado para a filha Isabelli, de 9 anos, estudar.

– Para as crianças é difícil manter o foco nas tarefas em casa. Tem TV, tem celular e tem os brinquedos que chamam a atenção. Por isso é importante arrumar um espaço tranquilo para elas se manterem focadas nas atividades escolares – conta Ivanete.

A oferta de atividades não presenciais desde a educação infantil até o ensino superior foi aprovada apenas na última semana de abril pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).