Segundo inventário da Johns Hopkins, país está atrás apenas de EUA, Rússia, Espanha, Reino Unido e Itália

Com G1

13/05/2020 – 14:29

Médico do SAMU segura respirador a ser usado em paciente em Santo André (SP). Foto: Rahel Patrasso / REUTERS Médico do SAMU segura respirador a ser usado em paciente em Santo André (SP). Foto: Rahel Patrasso / REUTERS

RIO — O Brasil ultrapassou a França em número de infectados pelo novo coronavírus nesta quarta-feira e se tornou o 6º país do mundo com mais casos, de acordo com o inventário feito pela universidade norte-americana Johns Hopkins.

Na terça-feira, a nação brasileira já tinha ultrapassado a Alemanha e ocupava o 7º lugar entre os países com o maior número de casos de Covid-19. À frente da nação brasileira no inventário da Johns Hopkins estão: EUA, Rússia, Espanha, Reino Unido e Itália.

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O ranking dos países com mais casos de infecção, que é constantemente atualizado, indica que 4,2 milhões de indivíduos já foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo. Os países com mais casos são:

  1. Estados Unidos: 1,3 milhão de infectados e 82,5 mil mortes
  2. Rússia: 242 mil infectados e 2,2 mil mortes
  3. Reino Unido: 230 mil infectados e 33,2 mil mortes
  4. Espanha: 228 mil infectados e 26,9 mil mortes
  5. Itália: 221 mil infectados e 30,9 mil mortes
  6. Brasil: 179 mil infectados e 12,5 mil mortes
  7. França: 178,3 mil infectados e 26,9 mil mortes
  8. Alemanha: 173 mil infectados e 7,7 mil mortes
  9. Turquia: 141 mil infectados e 3,8 mil mortes
  10. Irã: 112,7 mil infectados e 6,7 mil mortes
  11. China: 84 mil infectados e 4,6 mil mortes

O Brasil é também o 6º do ranking dos países com mais mortes, ficando atrás dos EUA, Reino Unido, Itália, França e Itália, ainda segundo a universidade.

Subnotificação

O balanço oficial fornecido pelos governos, que é utilizado pela universidade para montar esse ranking, no entanto, não reflete o real número de infectados pelo novo vírus, que surgiu no fim de 2019 na China. Como não há testagem em massa na maior parte dos países, como acontece na Alemanha e na Coreia do Sul, não há como saber justamente quantas indivíduos foram atingidas.

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No caso da nação brasileira, o país realizou até o momento 482.743 exames, dos quais mais de 145 mil ainda aguardam fechamento. Como esse número de testes é relativamente baixo e a prioridade é para os pacientes graves, aqueles que precisam ser hospitalizados, a quantidade de subnotificações é elevado.

Cientistas brasileiros estimam que a quantidade real de casos de coronavírus no país já estava em 1,6 milhão na semana passada. Para indicar as subnotificações, cientistas analisaram as informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e registros dos órgãos regionais. O G1 também noticiou que as quantidades reais da doença são maiores do que os apresentados pelo Governo Federal.

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O crescimento de quase 10 vezes a quantidade de internações e de 1.035% de mortes por síndromes respiratórias são evidências da subnotificação de mortes e casos graves de Covid-19 no país.

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