Com última atualização do Ministério da Saúde, país só fica atrás de EUA, Rússia, Reino Unido, Espanha, Itália e França na quantidade de casos confirmados de coronavírus

Johanns Eller

12/05/2020 – 19:15 / Atualizado em 12/05/2020 – 19:27

Coveiros posicionam caixão de vítima da Covid-19 em gaveta do cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio, no último dia 9 Foto: CARL DE SOUZA / AFP Coveiros posicionam caixão de vítima da Covid-19 em gaveta do cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio, no último dia 9 Foto: CARL DE SOUZA / AFP

RIO — O Brasil se tornou hoje o sétimo país com mais casos confirmados de Covid-19 no mundo, ultrapassando a Alemanha (173.034), um dos principais epicentros do coronavírus na Europa. Segundo a última atualização do Ministério da Saúde, já foram registrados 177.589 casos confirmados. Até esta terça-feira, o país estava na oitava posição. As estatísticas brasileiras já ocupavam o sexto lugar na quantidade de óbitos com 12.400 vítimas fatais — mas há uma diferença grande em relação à França, no quinto lugar, que demonstrou 26.994 mortes.

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No ritmo atual, a nação brasileira deve ultrapassar a França nos próximos dias e a Itália, que chegou a ser o país europeu mais afetado pela pandemia e enfrenta uma quarentena nacional rigorosa, até o início da próxima semana. Caso a curva epidemiológica do Reino Unido e da Espanha não sofra grandes alterações, a nação brasileira também deve se tornar o terceiro país com mais casos da Covid-19 no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Rússia, antes do fim do mês.

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De acordo com números da Universidade Johns Hopkins (EUA), que tem mapeado o avanço da pandemia em escala mundial, a nação brasileira é o terceiro país com o maior crescimento de casos do coronavírus. EUA e Rússia, cujos governos têm centrado esforços na testagem da população, também lideram neste quadro.

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Desde o início do mês, 86 mil novos casos foram registrados na nação brasileira e 6.071 novas mortes. O próprio Ministério da Saúde reconhece que as estatísticas brasileiras são subnotificadas, já que não há uma política de testagem em massa. Além disso, alguns pacientes vêm a óbito antes da conclusão dos testes, o que leva a um atraso nas notificações oficiais.

Um importante referencial utilizado para dimensionar a subnotificação dos casos de Covid-19 são as notificações de Síndrome Aguda Respiratória Grave (SRAG). Um balanço comunicado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira indicou que a quantidade de internações pela condição clínica cresceu 606% neste ano em comparação ao mesmo período do ano passado: foram 107.895 desde janeiro. Pelo menos 38 mil estavam sob suspeita de Covid-19, segundo as quantidades da semana passada.

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