SÃO PAULO. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse neste domingo que o sistema de saúde da capital paulista está perto do colapso em razão da pandemia da Covid-19 e que depende de prefeitos da região metropolitana e do governador João Dória (PSDB) para implantar um lockdown na cidade – medida que restringiria ainda mais a circulação de indivíduos.

Ele também recuou do rodízio de carros que permitia o circulação de apenas metade dos veículos na cidade, por entender que a medida não teve o efeito esperado. O índice de isolamento seguiu abaixo de 50% e o sistema de transporte público acabou sobrecarregado.

– A taxa de contaminação na cidade segue em alta e inverteu uma tendência de queda que vinha até o inicio de maio. Estamos nos aproximamos dos momentos mais difíceis – disse o prefeito, citando a ocupação de 90% dos leitos de UTI e de 76% dos leitos de enfermaria na cidade.

Covas disse que sozinho não poderia implantar o lockdown da capital e que precisaria da concordância do governo do estado e de prefeituras de cidades do entorno da capital, que formam com São Paulo a maior região metropolitana do país, com 21 milhões de habitantes.

– Não há no mundo caso de autoridade pública sem poder de polícia que consiga implantar lockdown – disse, mencionando o poder do governo estadual sobre as forças de segurança pública e a necessidade de uma ação articulada para que a medida surtisse efeito.

O prefeito afirmou  que a cidade precisa “desacelerar por mais alguns dias para diminuir novamente o ritmo de contágio e salvar vidas”.

– Nossa região metropolitana é interdependente, nossas ruas se misturam. Temos 1,7 mil ruas que começam numa cidade e terminam em outra. Não há divisas, temos que organizar isso juntos – afirmou.

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