Medida contra proliferção do coronavírus permite que o governo faça compras sem a necessidade de realizar processo de licitação

O Globo e agências internacionais

17/05/2020 – 17:55 / Atualizado em 17/05/2020 – 22:46

Nayib Bukele, presidente de El Salvador Foto: Divulgação / Redes sociais da presidência de El Salvador Nayib Bukele, presidente de El Salvador Foto: Divulgação / Redes sociais da presidência de El Salvador

SÃO SALVADOR – O governo de El Salvador decretou estado de emergência na noite de sábado, argumentando a necessidade de frear as consequências do coronavírus no país. O presidente salvadorenho, Nayib Bukele, estendeu as medidas contra a doença sem a aprovação do Congresso, provocando uma avalanche de críticas sobre a inconstitucionalidade da medida.

Os legisladores e promotores salvadorenhos prometeram hoje contestar o decreto, que eles disseram ter ultrapassado os poderes de Bukele.

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 Menos de um ano depois de assumir o cargo, Bukele vem irritando repetidamente grupos de Direitos Humanos, que apontam suas tendências autoritárias. Em fevereiro, Bukele e um grupo de soldados com armas automáticas ocuparam brevemente o Congresso.

Ampliada por 30 dias, a medida  restringe o tráfego nas zonas afetadas pela pandemia, limita a concentração de indivíduos e permite que o governo faça compras sem a necessidade de realizar um processo de licitação. Até sábado,  El Salvador demonstrou 27 mortes  e um total de 1.338 casos de Covid-19.

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