A síndrome multi-inflamatória em crianças (MIS-C)  foi reportada pela primeira vez pelo Reino Unido em abril

AFP

15/05/2020 – 02:29 / Atualizado em 15/05/2020 – 02:38

Criança é testada para a Covid-19 em laboratório m´voel na cidade de Compton, na Califórnia (EUA) Foto: ROBYN BECK / AFP Criança é testada para a Covid-19 em laboratório m´voel na cidade de Compton, na Califórnia (EUA) Foto: ROBYN BECK / AFP

Autoridades americanas alertaram nesta quinta-feira (14) os profissionais de saúde sobre uma doença inflamatória rara e grave que afeta crianças provavelmente está vinculada à Covid-19. A síndrome multi-inflamatória em crianças (MIS-C)  foi reportada pela primeira vez pelo Reino Unido em abril. Desde então, uma centena de casos, com ao menos três falecidos, foram registrados no estado de Nova York.

Vítimas: Três crianças que morreram com síndrome rara em Nova York tinham Covid-19

– Os trabalhadores sanitários que trataram ou tratam pacientes menores de 21 anos que apresentem os critérios de (a doença) MIS-C devem destacar os casos suspeitos a seus departamentos de saúde locais –  pediram os Centros da Prevenção e da Luta contra as Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Os critérios dos quais falam os CDC são o aparecimento de sintomas como febre e inflamação em vários órgãos que obrigue hospitalizar os pacientes, assim como a impossibilidade de realizar um diagnóstico e a exposição dos doentes à COVID-19 ou o confirmação de que se contagiaram com o novo coronavírus.

Criança usa máscara em praia de Hong Kong Foto: TYRONE SIU / REUTERS Criança usa máscara em praia de Hong Kong Foto: TYRONE SIU / REUTERS

Os médicos que trataram essa nova doença observaram sintomas similares aos da síndrome de Kawasaki, que afeta o sistema vascular em crianças e cujas causas são desconhecidas. Segundo os CDC, a hipótese da doença deve ser considerada no caso de “qualquer morte infantil com provas de uma infecção por Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2”, coronavírus causador da Covid-19.

O surgimento dos sintomas inflamatórios parece ocorrer entre quatro e seis semanas depois de a criança ter sido infectada pelo coronavírus, quando já desenvolveu anticorpos, segundo o pediatra Sunil Sood, do centro médico infantil Cohen, em Nova York.

– Tinham o vírus, seu corpo o combateu. Mas agora têm essa resposta imunológica tardia e excessiva –  explicou Sood.

Para somar uma incógnita a mais a essa doença, nenhum caso foi registrado em crianças na Ásia, inclusive na China, onde o vírus surgiu em dezembro. Alguns acreditam que a explicação seriam razões genéticas, segundo Sunil Sood.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/eua-alertam-sobre-doenca-vinculada-covid-19-em-criancas-24428260