Laboratórios públicos ampliam em 451% capacidade de testagem para COVID-19

DIAGNÓSTICO COVID-19

Média diária de exames RT-PCR realizados no país passou de 1.689 em março para 7.624 em maio. Dedicação de profissionais, disponibilidade de insumos e de equipamentos contribuíram para o aumento na capacidade dos LACENs de todo o Brasil  

Os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) têm exercido papel fundamental no enfrentamento à pandemia da COVID-19 no Brasil. Até esta sexta-feira (29), os laboratórios públicos realizaram 485 mil testes RT-PCR (biologia molecular) para COVID-19. Graças ao esforço diário dos profissionais que atuam nos Lacens, o país aumentou em 451% a capacidade de testagem para a doença na rede pública de saúde. A média diária de exames RT-PCR, que em março foi de 1.689, passou para 7.624 neste mês de maio. 

A proporção de testes realizados em relação aos solicitados, no país, é de 71,2%. Isso porque muitos Laboratórios de Saúde Pública têm funcionado 24 horas por dia, 7 dias da semana, com a dedicação de milhares de profissionais. Para o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, a rede laboratorial de saúde pública tem dado resposta efetiva em relação aos exames para a COVID-19. “No Brasil, cerca 59% dos exames solicitados tem o resultado pronto em aproximadamente dois dias”, afirmou. 

Segundo Eduardo Macário, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública do Brasil têm nível de excelência em termos de diagnóstico. Os resultados disponibilizados por esses laboratórios colaboram para a Vigilância Epidemiológica do país, possibilitando que o Ministério da Saúde defina melhores estratégias de enfrentamento à pandemia da COVID-19. 

A estratégia nacional de vigilância epidemiológica e laboratorial para a COVID-19 é feita por meio do programa Diagnosticar para Cuidar. No âmbito do SUS, são realizados: o teste RT-PCR (biologia molecular), que identifica o vírus em amostras respiratórias em até sete dias do início dos sintomas, ou seja, quando o vírus está agindo no organismo do paciente; e o teste rápido, que identifica a resposta do organismo à infecção pela COVID-19, ou seja, o anticorpo. Ele deve ser feito a partir do oitavo dia de início dos sintomas, tempo suficiente para que o organismo desenvolva defesa contra o vírus.

Desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública, vem adquirindo insumos para realização de testes RT-PCR em tempo real para detecção do vírus SARS-CoV-2. Os testes moleculares são o “padrão-ouro” para diagnóstico de COVID-19, sendo recomendados para detecção da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições mundiais. 

Por Natália Monteiro, da Agência Saúde

Atendimento à imprensa

(61) 3315-2745/2351