As chamadas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), entidades que acolhem indivíduos idosas, estão adotando regramentos ainda mais restritos e rígidos para reduzir os riscos de contaminação por coronavírus. Orientações neste sentido já vinham sendo feitas desde 13 de março, antes mesmo da confirmação dos primeiros casos no município, e depois novas restrições foram adotadas, por meio de orientações feitas durante visitas aos locais de atendimento.

A partir da confirmação de um caso em uma instituição, pacientes considerados sintomáticos em duas ILPIs de Lajeado foram testados, e agora as equipes da Vigilância em Saúde monitoram os lares para acompanhar a evolução dos casos.

– Estamos desde o início preocupados com essas instituições porque nelas residem indivíduos idosas, que são as que apresentam maiores riscos de desenvolverem formas graves da Covid-19. Então, adotamos regras cada vez mais restritas para estes grupos como forma de buscar reduzir os riscos. Precisamos ter todos os cuidados com nossos idosos, que são mais suscetíveis a desenvolverem formas graves desta doença – explica o médico pneumologista Cláudio Klein, secretário municipal de saúde.

Lajeado tem 12 ILPIs em funcionamento, e em duas delas há registro de casos positivos de coronavírus, o que é considerado surto. Dos 9 óbitos registrados no município até agora, 3 eram de residentes em instituições deste tipo.

As medidas já tomadas:

– Proibição de visitas de familiares ou indivíduos externas, salvo casos específicos, para reduzir chances de contaminação;

– Um técnico da Vigilância em Saúde monitora diariamente a situação da instituição, acompanhando a evolução dos casos confirmados e detectando possíveis novos casos sintomáticos para então encaminhar exame. Cada ILPI deve enviar boletim diário à Secretaria de Saúde informando estado de saúde dos residentes e dos funcionários;

– Orientações de higiene: reforço das rotinas de higiene das instituições, com crescimento da frequência de lavagem de mãos com água e sabão, uso de álcool em gel, uso de água sanitária para limpeza e desinfecção dos ambientes, janelas e portas abertas sempre que possível para garantir o arejamento dos ambientes;

– Disponibilização de medicamentos da rede pública, incluindo antibióticos e hidroxicloroquina, que poderão ser utilizados pelo médico responsável da instituição, com a adoção de protocolos e exames específicos, para reduzir riscos de agravamento dos eventuais casos, e informação imediata à secretaria sobre eventual necessidade de internação de caso;

– Isolamento dos casos confirmados ou sintomáticos de residentes, que deverão ficar separados de outros moradores, com atendimento de funcionário exclusivo e devidamente protegido para evitar contaminação interna;

– Orientação para adoção de medidas alternativas para garantir a comunicação dos residentes com seus familiares, com o uso de tecnologias e internet para que os moradores possam conversar com seus parentes, reduzindo assim episódios ou agravamento de casos de depressão, que também reduzem a imunidade da pessoa;

– Comunicação imediata de qualquer novo caso sintomático à Vigilância Epidemiológica do município para os encaminhamentos necessários.