Ao todo, o Governo da nação brasileira já distribuiu ao estado 206 respiradores para auxiliar no enfrentamento da pandemia

A rede pública de saúde do estado do Rio de Janeiro ganhou o reforço de mais 56 respiradores pulmonares para o combate à COVID-19. Desse total, 20 serão entregues à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 16 à Secretaria de Saúde Municipal do Rio de Janeiro e 20 ao Hospital Federal de Bonsucesso, administrado pelo Ministério da Saúde. Os equipamentos foram entregues nesta segunda-feira (18), na capital fluminense. A Secretaria de Saúde Municipal é responsável por definir quais serão as unidades de saúde que receberão os respiradores pulmonares, conforme planejamento local.

A compra e distribuição dos respiradores é parte do apoio estratégico do Governo da nação brasileira no atendimento aos estados. Ao todo, o estado do Rio de Janeiro recebeu 206 respiradores comprados e enviados pelo Ministério da Saúde. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública, principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade. O Ministério da Saúde já entregou 861 respiradores para 14 estados.

A aquisição destes equipamentos é de responsabilidade dos estados e municípios. Mas, diante do cenário de emergência em saúde pública por conta da pandemia do coronavírus, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra para fazer as aquisições em apoio irrestrito aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS). “Prosseguimos com o processo de aquisição, alinhados com a Anvisa e com a indústria nacional. Também estamos verificando produtos externos para que possamos importar e reforçar a estrutura já existente a cargo dos estados e municípios”, destacou o secretário-executivo adjunto, Élcio Ramos.

O Ministério da Saúde assinou quatro contratos com empresas brasileiras para a produção de 15.300 respiradores, sendo: 6.500 com a Magnamed, no valor de R$ 322,5 milhões; 4.300 com a Intermed, no valor de R$ 258 milhões; 3.300 com a KTK, no valor de R$ 78 milhões; e 1.202 com a empresa Leistung, no valor de R$ 72 milhões, para fornecimento de equipamentos no período de três meses (90 dias). O esforço brasileiro na aquisição destes itens envolve mais de 15 instituições entre fabricantes processadores, instituições financeiras e empresas de alta tecnologia, entre outras. A distribuição dos equipamentos tem ocorrido conforme a capacidade de produção da indústria nacional, que depende de algumas peças que são importadas.

AÇÃO INTERMINISTERIAL

Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Economia realizou um mapeamento do parque industrial nacional, quando foram identificadas as capacidades de cada segmento para o fornecimento de respiradores pulmonares. Nesse mapeamento, encontrou-se empresas que tinham escala pequena de produção, mas que tinham expertise e outras que poderiam contribuir para expandir as entregas em um menor espaço de tempo possível.

O projeto ainda envolve o Ministério das Relações Exteriores, para priorização de recebimento de peças, o Ministério da Justiça para escoltas e segurança da distribuição de equipamentos e insumos, e o Ministério da Defesa que fornece armazéns nas capitais para estoque de materiais e a logística de distribuição para o país, por meio da Força Aérea Brasileira (FAB), quando necessário.

No início da pandemia, a nação brasileira contava com 65.411 respiradores pulmonares, sendo que 46.663 estavam disponíveis no SUS. Além da aquisição de respiradores, o Ministério da Saúde habilitou 3.695 leitos de UTI para atendimento exclusivo a pacientes com COVID-19 e adquiriu 340 leitos de UTI volantes, que são de instalação rápida, para fortalecer a rede hospitalar. Cada um destes leitos conta com um respirador.

REFORÇO PARA O RIO DE JANEIRO

O Ministério da Saúde já comprou e enviou ao estado do Rio de Janeiro 15,6 milhões de itens, entre equipamentos e insumos, para o combate à pandemia da COVID-19. Destes, foram distribuídos, até o momento, 206 respiradores pulmonares e 827,3 mil testes para o diagnóstico da COVID-19, sendo 448,7 mil testes rápidos (sorológico) e 378,6 mil RT-PCR (biologia molecular), além de 16 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): 40 mil unidades de álcool; 145 mil aventais; 12,1 milhões de pares de luvas; 268,6 máscaras N95; 2,2 milhões de máscaras cirúrgicas; 7,9 mil óculos de proteção; 15,4 mil pares de sapatilhas; 1,1 milhões de toucas hospitalares; e 22,9 mil protetores faciais.

O Governo da nação brasileira entregou ainda medicamentos que ajudam no tratamento da COVID-19, como 292,5 mil unidades de Oseltamivir e 224 mil unidades de Cloroquina.

Também já foram habilitados pelo Ministério da Saúde 82 leitos de UTI no estado, sendo 10 de UTI pediátrica. O pedido de habilitação para o custeio dos leitos COVID-19 é feito pelas secretarias estaduais ou municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento dos leitos. O Ministério da Saúde, por sua vez, garante o repasse de recursos destinados à manutenção dos serviços.

Por Silvia Pacheco, da Agência Saúde
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