Secretário admitiu dificuldades na aquisição de equipamentos

Paula Ferreira, Leandro Prazeres e Daniel Gullino

18/05/2020 – 20:09 / Atualizado em 18/05/2020 – 20:10

O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, e o secretário-executivo, Élcio Franco Foto: Júlio Nascimento/Presidência O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, e o secretário-executivo, Élcio Franco Foto: Júlio Nascimento/Presidência

BRASÍLIA — O governo federal entregou até o momento menos da metade da quantidade de respiradores previsto pelo Ministério da Saúde para o mês de maio. De acordo com balanço do órgão comunicado nesta segunda-feira, foram entregues 823 aparelhos para 14 estados. Na semana passada, a previsão era de que 2.600 respiradores fossem distribuídos até o final do mês. Em coletiva de imprensa, nesta tarde, representantes do ministério admitiram a dificuldade para aquisição dos equipamentos.

— Aquilo que foi repassado (na semana passada) é um planejamento e estamos dando foco justamente àquilo que estamos entregando. Ocorrem atrasos, problemas de desembaraço. Temos contado com apoio de toda a estrutura do governo para poder agilizar essas entregas, mas é uma realidade que todo mundo está vivendo. Estamos nos esforçando ao máximo — afirmou  Élcio Franco, secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde.

Na semana passada, o então secretário executivo Eduardo Pazuello, que atualmente ocupa o cargo de ministro interinamente, afirmou que até o final do mês seriam distribuídos 2.600 respiradores. Na ocasião, Pazuello afirmou que até julho a expectativa é entregar até 16 mil equipamentos desse tipo. O secretário explicou que o ministério tem feito uma busca no mercado nacional para encontrar fornecedores.

Para o Amazonas, cuja rede de saúde enfrenta problemas, já foram entregues 120 respiradores. O estado de São Paulo, que tem o maior número de casos da doença até o momento, recebeu 20 respiradores do Ministério da Saúde no último final de semana.

Élcio Franco minimizou o fato da pasta estar sem ministros, após a demissão de Nelson Teich, e afirmou que Pazuello, que comanda o ministério interinamente, está sendo assessorado pelo corpo técnico, incluindo na possível mudança do protocolo da cloroquina

— O segredo da gestão é saber usar a sua equipe e o ministério tem um corpo técnico de excelência, profissionais com currículo reconhecido na comunidade científica e é se valendo desses técnicos que estão sendo, já algum tempo, elaboradas as orientações a que eu me referi anteriormente — disse, acrescentando: — Não temos um ministro inferindo ou determinado uma ação que foge da sua área de conhecimento, mas fazendo uso dos técnicos e de experiências que acontecem na nação brasileira e no mundo e alinhado com a comunidade científica.

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