Segundo os coordenadores do estudo, a combinação mais significativa é a fadiga extrema, tosse e queda no apetite, além da perda de olfato e paladar

Ana Lucia Azevedo

12/05/2020 – 14:08

Testagem rápida para o coronavírus em Niterói Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo Testagem rápida para o coronavírus em Niterói Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

RIO – Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não lista a perda de olfato e paladar entre os mais representativos sintomas da Covid-19. No entanto, essa classificação deveria ser revista, dizem pesquisadores britânicos.

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Isso porque a perda de olfato e paladar está entre as manifestações mais comuns informadas por usuários de aplicativos de smartphones que monitoram o coronavírus nos EUA e no Reino Unido.

Mais de 2,5 milhões de indivíduos informaram dados no Reino Unido e 170 mil nos EUA. Os usuários dos apps também compartilharam seus fechamentos de testes de PCR para detectar a infecção pelo coronavírus.

Os pesquisadores publicaram um estudo na Nature Medicine em que afirmam que 65% dos 6.400 britânicos que testaram positivo, além de 67% dos 726 americanos também infectados relataram perda de olfato e paladar. Os dados analisados compreendem o período de 24 de março a 21 de abril.

Os coordenadores do estudo, Claire Steves e Tim Spector, ambos do King’s College, em Londres, dizem na Nature Medicine ter desenvolvido um método para identificar os sinais que melhor indicam a Covid-19. Segundo eles, a combinação mais significativa é a de perda de olfato e paladar, fadiga extrema, tosse e perda de apetite.

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