De porte atlético, sempre com a bola de vôlei, gostava de ver o sol nascer na areia de Copacabana e era popular pelo carinho com todos

Gabriela Oliva

18/05/2020 – 04:00

O professor de futevôlei Maguila, vítima da Covid-19 Foto: Editoria de arte O professor de futevôlei Maguila, vítima da Covid-19 Foto: Editoria de arte

O físico avantajado lhe rendeu apelido de boxeador, mas o sorriso fácil deixava claro que o coração de João Lourenço dos Santos, de 70 anos, era muito maior que seu porte físico. Professor de futevôlei, Maguila — como era conhecido, por se parecer com o peso pesado dos ringues —, morreu há duas semanas, vítima da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Deixa a esposa Marli Coelho.

De porte atlético, o morador de Copacabana adorava distribuir abraços e sorrisos. Sua amiga de três décadas, Luzia Lacerda, de 58 anos, lembra com carinho:

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— É irônico o Maguila ter partido dessa forma, pois ele foi a pessoa mais alegre que já conheci — conta Luiza — Era amigo de todos, adorava frequentar festas, pular Carnaval e ver o sol amanhecer na praia de Copacabana, sempre com a bola de vôlei na mão. Ali, ficava até 11h praticando o esporte.

Maguila era afetuoso, gostava de Jorge Ben Jor e Caetano Veloso. Aproveitava feijoada trincremento como ninguém, com cerveja gelada e pagode. Sua felicidade refletia não só no largo sorriso, mas também na sua personalidade. Adorava roupas chamativas. Verde-limão e laranja eram as cores preferidas.

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— Desde os anos 1980 mantivemos o laço. Nos conhecemos pelo samba, na Escola de Samba Tradição. Era um bom amigo, protetor e carinhoso. Na Praça da Apoteose, vinha suado me abraçar, foi até o seu último dia mostrando afeto e seu lindo sorriso, que marcou a vida de quem o conheceu — lembra Luzia.

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(*Sob supervisão de Renan Damasceno)

Por trás das quantidades é uma parceria com o projeto Inumeráveis

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