Representante do governo federal da Educação anunciou nesta tarde que fará uma enquete com os inscritos sobre o adiamento ou não da prova; a consulta deve acontecer entre fim de junho e início de julho

Evelin Azevedo

19/05/2020 – 19:30 / Atualizado em 19/05/2020 – 19:34

Representante do governo federal da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Geraldo Magela / Geraldo Magela/Agência Senado Representante do governo federal da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Geraldo Magela / Geraldo Magela/Agência Senado

RIO – O ministro da Educação Abraham Weintraub disse em uma live no início da noite desta terça-feira que a consulta aos candidatos sobre o adiamento ou não do Enem 2020 deve ocorrer entre o fim de junho e início de julho. A espera se daria para que houvesse tempo suficiente para que uma discussão ampla sobre o assunto fosse feita. Ele afirmou que vai respeitar a decisão dos candidatos.

— Vamos ouvir a parte interessada, a que se inscreveu. Se a maioria topar, a gente adia. A minha posição é respeitar as indivíduos, não é nada impositivo. Quem não quiser opinar, pode ficar quieto também — afirmou.

Weintraub afirmou que 90% dos mais de 4 milhões de inscritos no exame declararam na inscrição possuir internet em casa ou no celular, o que possibilitaria que a consulta fosse feita pela página do candidato, que é online.

O ministro disse acreditar que a grande maioria dos inscritos vão querer fazer a prova na data marcada ou que vão optar pelo adiamento de 30 dias. O ministro disse também que 63% dos inscritos já concluiu o Ensino Médio e que 12% são treineiros, ou seja, a maior parte dos candidatos não está no último ano do Ensino Médio. A fala foi usada como argumento para manter a prova em novembro.

Questionado por quem assistia à transmissão, Weitraub afirmou que o fechamento da consulta que será feita aos candidatos vai passar por auditorias, como do Ministério Público Federal, e que as quantidades poderão ser comunicados com recorte de estado, para mostrar qual era a vontade dos candidatos de cada região.

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