Levantamento do New York Times mostra que em 14 estados do país, mais da metade das vítimas do coronavírus eram residentes ou trabalhadores de lares para idosos

Do New York Times

13/05/2020 – 15:21 / Atualizado em 13/05/2020 – 15:47

A espanhola Soledad Nevado, 85, e seus companheiros de asilo prestaram tributo a amigos mortos nesta quarta-feira, em Navalcarnero, na Espanha. Foto: Susana Vera / Reuters A espanhola Soledad Nevado, 85, e seus companheiros de asilo prestaram tributo a amigos mortos nesta quarta-feira, em Navalcarnero, na Espanha. Foto: Susana Vera / Reuters

NOVA YORK – Pelo menos 28.100 residentes e trabalhadores morreram devido ao novo coronavírus em casas de repouso e outras instituições de longa permanência para idosos nos Estados Unidos. A informação é de um inventário do New York Times. Até o momento, o vírus infectou mais de 153.000 indivíduos em cerca de 7.700 instalações.

Embora apenas 11% dos casos do país tenham ocorrido em instituições de longa permanência, as mortes com relação ao Covid-19 nesses locais representam mais de um terço dos óbitos por pandemia no país.

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A parcela de mortes ligadas a asilos é ainda mais acentuada em nível estadual. Em 14 estados, a quantidade de residentes e trabalhadores que morreram representa mais da metade de todas as mortes pelo vírus.

Quem vive em asilo corre um alto risco de ser infectado pela Covid-19 e morrer, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. O novo coronavírus é conhecido por ser particularmente letal para idosos com comorbidades, e pode se espalhar mais facilmente em instalações comunitárias, onde muitas indivíduos vivem em um ambiente confinado e os trabalhadores se deslocam de sala em sala.

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Os números do New York Times incluem dados sobre lares de idosos, instituições voltadas para a vida assistida, instalações de assistência à memória, comunidades de aposentados e idosos e instalações de reabilitação.

Os números do Times são baseados em confirmações oficiais de estados, condados e as próprias instalações. Os totais mostrados quase certamente representam uma subconta do acumulado real, avisa o jornal.

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