Reunião da Câmara Setorial da Cebola avalia nova safra 2020-2021

O Rio Grande do Sul deve colher na safra 2020/2021 um total de 121 milhões 551 mil toneladas brutas de cebola. A área deve ser de 4.662,58 hectares em 4.052 unidades produtoras, a maioria de produtor rurales familiares. A produtividade deve ficar em torno de 26.069,62 kg-hectare. Cerca de 98% da cebola é plantada através de transplante manual de mudas. Os dados foram apresentados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural-RS, conveniada da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), durante reunião por videoconferência da Câmara Setorial da Cebola na tarde desta terça-feira (30). Os maiores produtores gaúchos são os municípios de São José do Norte, Tavares, Rio Grande, Nova Pádua, Caxias e Ibiraiaras.  

Participaram da reunião representantes da cadeia produtiva da cebola, de associações, da Associação Nacional dos Produtores de Cebola (Anace), de prefeituras, pesquisadores da Embrapa e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural-RS, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Fetag, Famurs, Secretaria de Desenvolvimento e Turismo do RS, Ceasa e da Secretaria da Agricultura.

Entre os maiores desafios colocados para os produtores está a importação de cebola nos meses onde a produção nacional cai, entre abril e junho. O país que mais vende para a nação brasileira é a Argentina, com 40 mil toneladas, seguido da Espanha e Países Baixos, principalmente a Holanda. Em 2019, a importação chegou a 211.523 toneladas. Só até maio deste ano já foram importadas 136.909 toneladas de cebola.

Sistema de Rastreabilidade SISRAST

Durante a reunião, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural-RS apresentou o sistema que vai auxiliar os produtor rurales no cumprimento da IN nº 02-2018, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/Anvisa, que dá prazo para que os produtores coloquem um selo com todas as informações sobre origem, movimentação e venda dos produtos vegetais frescos ao longo da cadeia produtiva. A Instrução define como será o sistema de rastreabilidade dos produtos e as datas de adequação dos diferentes grupos.  São considerados vegetais frescos frutas, hortaliças, bulbos e tubérculos, embalados ou não, destinados ao consumo. Uma cartilha foi desenvolvida pelo Grupo de Trabalho Alimento Seguro, para auxiliar o produtor rural (acesse aqui a cartilha) neste processo.

O Sistema de Rastreabilidade de Produtos Vegetais (SISRAST), desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, pode ser acessado de forma gratuita a partir de um cadastro prévio. Veja aqui como funciona.

Ao final da reunião, foi anunciado que o Ministério da Integração deve liberar recursos para compra de sementes de cebola através do PAA Sementes para os municípios da região litorânea, quais sejam: Tavares, Rio Grande, Mostardas e São José do Norte. A Conab deve fazer a intermediação.

Uma nova reunião da Câmara ainda deve ser agendada.

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