Trabalho em oficinas mecânicas oferece riscos à saúde de crianças e adolescentes

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Dados da Inspeção do Trabalho mostram a retirada de 592 jovens de situação de trabalho infantil

De 2017 a abril deste ano, 592 crianças e adolescentes foram retirados de situação de trabalho infantil em atividades de manutenção e reparação de veículos automotores. Os dados são da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), órgão da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (Seprt-ME).

A exposição a solventes, desengraxantes, colas, tintas, névoas, entre outros produtos, que normalmente acontece nas atividades de manutenção, limpeza, lavagem e lubrificação de veículos, são um risco à saúde, principalmente para crianças e adolescentes.

Entre os prováveis danos à saúde estão: lesões e doenças de pele; doenças neurológicas; tumores; queimaduras e até transtornos da personalidade.

Dados

Entre 2017 e 2020, auditores fiscais do Trabalho realizaram 2.438 fiscalizações, onde foram encontrados 6.093 crianças e adolescentes em trabalho infantil. Deste número, apenas entre 2017 e 2019, 4.789 estavam na lista das piores formas de trabalho infantil.

Do total de crianças e adolescentes encontrados pela Inspeção do Trabalho de 2017 a abril de 2020, aproximadamente 79% eram do sexo masculino e 21% do feminino, sendo que 11% tinham até 11 anos; 13% de 12 a 13 anos; 33% tinham de 14 a 15 anos e 42% de 16 a 18 anos.

Denuncie o Trabalho Infantil
Lançada no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, 12 de junho, a campanha tem o objetivo de explicar as formas mais comuns de trabalho infantil e reforçar os canais de denúncia.

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