Festival on-line com migrantes e refugiados ganha edição internacional

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A segunda edição do festival Tantos Somos, Somos Um, que acontecerá no próximo dia 19 de dezembro (sábado), contará com a participação de migrantes, refugiados e pessoas ligadas à causa migratória de, ao menos, 12 países. Promovido pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR Brasil), em parceria com a Rede Jesuita con Migrantes Latinoamérica y el Caribe (RJM LAC), com sede em Bogotá (Colômbia), o evento será transmitido simultaneamente pelo Facebook e Youtube do SJMR Brasil, às 17h (horário de Brasília). O festival será apresentado pelo ator brasileiro Eduardo Mossri, que interpretou o médico sírio Faruq na novela Órfãos da Terra, vencedora do prêmio Emmy Internacional, e pela cantora colombo-canadense Cindy Gómez.

Crédito: Divulgação

Os próprios migrantes e refugiados apresentarão performances artísticas relacionadas com o tema da migração. Com a ampliação da divulgação do festival em mais países, a curadoria do evento buscou artistas de diversas nacionalidades e que estão residindo em diferentes nações, como o escritor e diretor de teatro venezulano Cruz Noguera, que vive em Bilbao (Espanha) e que apresentará seu projeto artístico chamado “Historias detrás de la Valla”, que conta histórias a partir de testemunhos migratórios. Segundo ele, o objetivo não é outro senão oferecer novas perspectivas sobre a situação atual dos deslocamentos humanos para os países europeus.

O cantor brasileiro Guilherme Arantes, que reside atualmente na Espanha, já confirmou presença no festival Tantos Somos, Somos Um. Ele apresentará a canção “Semente da Maré”, criada e produzida pelo próprio artista para o seu álbum “Flores & Cores”, de 2017. Outra apresentação brasileira no festival online é a da Orquestra Mundana Refugi, formada por músicos brasileiros, imigrantes e refugiados de diversas partes do mundo. Sob a direção musical de Carlinhos Antunes, a orquestra apresenta temas tradicionais da Palestina, Irã, Guiné, Congo e Brasil.

O objetivo do festival é o de promover a causa migratória, mas de uma forma leve e envolvente. O jesuíta que integra a equipe responsável pela organização do festival, Dimas Oliveira, acredita que: “os tempos pelos quais estamos passando pedem que busquemos formas criativas para enfrentar tantas adversidades. Com o festival Tantos, Somos Somos Um, queremos oferecer um momento de entretenimento ao público por meio da arte e celebrar a união de povos e culturas, já que somos todos migrantes nesse mundo em que vivemos”. Dimas ainda ressalta que “devemos dar suporte à luta de tantas pessoas que se veem obrigadas a se deslocar entre países por conta de questões bastante complexas e em busca de um horizonte novo de vida, com mais esperança”.

Apesar da restrição temporária da entrada de estrangeiros no país por parte do governo brasileiro, nesse contexto da pandemia da Covid-19, as demandas de serviço de apoio às pessoas migrantes e refugiadas continuaram e se intensificaram. O Pe. Agnaldo Júnior, SJ, diretor nacional do SJMR Brasil, explica que muitos migrantes e refugiados perderam o emprego e tiveram dificuldades em obter o auxílio emergencial oferecido pelo governo brasileiro, ficando em situação ainda mais difícil. “A pandemia nos desafiou, mas com o apoio que estamos recebendo de voluntários e doadores continuamos oferecendo ajuda e a acolhendo a cada pessoa com dignidade e respeito, independente de qualquer condição”, afirma o jesuíta.

Durante a transmissão do festival, serão disponibilizadas informações para as pessoas que desejarem colaborar com o trabalho realizado pela entidade, não só no Brasil, mas em outros países da América Latina em prol de pessoas e famílias migrantes e refugiadas.

Serviço

Sobre a primeira edição do Festival Tantos Somos, Somos Um

Para despertar a reflexão e a sensibilização sobre os refugiados e as pessoas que se encontram em deslocamento forçado em todo o mundo, o SJMR Brasil realizou a primeira edição do festival “Tantos Somos, Somos Um – Pelos sonhos de todas as pessoas”, no dia 20 de junho de 2020.

Em tom celebrativo, por meio da arte,, o evento foi transmitido pelo Facebook e Youtube do SJMR Brasil e reuniu artistas de diversas nacionalidades para chamar a atenção do público para a causa dos migrantes e dos refugiados. Com muita música, fotografia, cinema, moda, teatro, dança, artesanato, poesia, contação de história, culinária e arte circense, o festival foi permeado por reflexões sobre a realidade enfrentada pelas pessoas migrantes e refugiadas, mas também ressaltou como elas se utilizam da arte para se expressarem a fim de aliviar os tantos desafios enfrentados no dia a dia.

Com a apresentação do ator Eduardo Mossri, que interpretou o médico sírio Faruq na novela Órfãos da Terra, produzida pela Rede Globo, o festival ainda contou com a participação das atrizes Eli Ferreira e Ana Cecília Costa e do ator Blaise Musipere, que também fizeram parte do elenco da novela.

Crédito: Divulgação

Uma das atrações mais comentadas do festival foi a modelo e atriz congolesa Prudence Kalambay, que ensinou a preparar o “Fufu”, prato a base de fubá de milho, tradicional da culinária africana e presente em vários países do continente. Com sua neta nas costas, Prudence conduziu a preparação da receita com uma alegria contagiante, relembrando a experiência das mulheres africanas que fazem trabalhos e tarefas domésticas, ao mesmo tempo em que embalam suas crianças. A cantora e atriz haitiana Angetona Dorgilus também foi uma das presenças especiais do festival. Com sua voz marcante, ela também esteve em trechos do filme Rodantes, do diretor Leandro Lara, que foram exibidos durante o evento.

Crédito: Divulgação

O Festival ainda trouxe a poesia do jornalista sírio Anas Obaid e a moda africana urbana do senegalês Kara Modou. Diretamente da Venezuela, a arte circense do padre jesuíta venezuelano, Dizzi Perales, SJ, também marcou a primeira edição do evento. E da Colômbia, Natalia Salazar e Luis Gomez, da organização “SoyH”, iniciativa internacional do Rede Jesuíta com Migrantes na América Latina e Caribe, relembram a experiência musical realizada no Brasil pela “Campanha pela Hospitalidade”. O Projeto já percorreu os escritórios do SJMR, obras e colégios jesuítas no Brasil, levando sensibilização e dinâmicas de integração, com o propósito de promover o reconhecimento da diversidade e da unidade humana, na mesma perspectiva de que “Tantos Somos, Somos Um”.

Crédito: Divulgação

A contação de história do padre jesuíta brasileiro, Alexandre Raimundo, sensibilizou o público pela leveza ao tocar a temática da identidade humana.

Dois talentos que abriram o festival também surpreenderam. Santiago Zamora conquistou a todos com sua simpatia e sua dança. Já Marcelis Garcia encantou o público com sua harpa tocando duas canções da cultura venezuelana.

A família formada por Jose Romero e Veronica Aleman e seus filhos, Misael Prieto, Sion Ernesto e Miranda Romero, também fez bonito ao se apresentar durante o Festival.

Confira: https://youtu.be/bTVU7VSKpzA

Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados | Brasil

Presente em 50 países, o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) é a maior rede católica do mundo especializada em migração, deslocamento forçado e refúgio. A organização beneficia milhares de pessoas com a prestação de serviços gratuitos, intervenções emergenciais, proteção, projetos de educação, integração, apoio psicossocial e pastoral.

A instituição atua em favor de um maior acolhimento e hospitalidade da sociedade brasileira aos migrantes e refugiados, promovendo e protegendo sua dignidade e direitos e acompanhando seu processo de inclusão e autonomia. No Brasil, o SJMR conta com cinco escritórios: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS).

– Saiba Mais!

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