Grupos prioritários começam a receber segunda dose da vacina contra a Covid-19 em Lajeado

Luiz Fernando de Almeida recebeu a segunda dose nesta quinta-feira Foto: Maiara Rovêa Luiz Fernando de Almeida recebeu a segunda dose nesta quinta-feira

Iniciou nesta semana a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 nos grupos prioritários que já receberam a primeira fase de imunização em Lajeado. A segunda dose está disponível no Posto de Saúde do Montanha para os profissionais da saúde e que já receberam a primeira dose. No caso dos idosos residentes em instituições de longa permanência (ILPI), indígenas e profissionais de saúde do Hospital Bruno Born, a vacinação será no próprio local, como na primeira fase. Até esta quinta-feira, 58 pessoas já haviam feito a segunda dose, e 3.203 fizeram a primeira dose.

 

O técnico de enfermagem Luiz Fernando de Almeida buscou a segunda dose da vacina na tarde desta quinta-feira, 18/02.

– É muito importante fazer essa segunda dose, porque ela aumenta a eficácia da vacina. Para nós, profissionais de saúde, a vacina traz mais segurança para fazermos os atendimentos e termos certeza que estamos protegidos dessa doença. Por isso digo, quem puder, vacine, porque toda forma de prevenção é válida – contou o profissional.

 

O prazo para aplicação da segunda dose deve ser de 28 dias para a vacina CoronaVac. Já para a vacina Oxford/AstraZeneca o prazo é de até 12 semanas entre as duas doses. Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Juliana Demarchi, a vacinação da segunda dose nas ILPIs começa nesta sexta-feira (19/02), e na aldeia indígena deve ocorrer na próxima semana.

 

Para a aplicação da segunda dose de vacina, é obrigatória a apresentação da carteira de vacinação com o registro da primeira dose e um documento de identificação.

 

LAJEADO REGISTRA NÚMERO RECORDE DE CASOS ATIVOS

 

Nesta quinta-feira, 18/02, Lajeado registrou o maior número de casos ativos de Covid-19 desde o início da pandemia: 526 casos. São basicamente casos de pessoas jovens, que estão fazendo os exames confirmatórios após sentirem sintomas respiratórios. A Secretaria da Saúde está monitorando o número, e na avaliação da equipe, a variação da incidência vem ocorrendo em ondas em todo o Estado, o que é um movimento natural da epidemiologia de infecções virais de transmissão oro nasal, como é o caso da Covid-19.

 

Além de acompanhar o atendimento dos pacientes, reforçando a equipe de profissionais do Posto de Saúde do Centro, que é referência para a doença, a Prefeitura e a Sesa também monitoram a capacidade de atendimento da rede de saúde.

– Neste momento, não se identificam causas específicas para este aumento, mas provavelmente esteja relacionado ao natural relaxamento no comportamento social das pessoas – explica o titular da Sesa, o médico pneumologista Cláudio Klein.

 

Considerando a procura por atendimentos de síndromes gripais no Posto do Centro, na UPA e no HBB, cerca de 65% dos casos é de pessoas com menos de 40 anos de idade, o que implica em aumento do número de casos mas não necessariamente em casos mais graves da doença. Considerando os testes positivos para a Covid-19, cerca de 75% estão sendo feitos em pessoas com menos de 40 anos.

 

AS ORIENTAÇÕES DA ÁREA DA SAÚDE

1. Evitar aglomerações de qualquer tipo, inclusive com familiares e amigos. 

2. Manter o uso de máscaras nos espaços públicos e compartilhados.

3. Manter a higienização regular de mãos e superfícies com água e sabão ou álcool em gel.

4. Em caso de sintomas sugestivos de Covid-19, que se parecem com resfriado ou gripe, a pessoa deve fazer isolamento independentemente de ter feito testes e estar aguardando o resultado. Ela deve manter a quarentena pelo período mínimo de 10 dias (para casos leves) ou de 14 dias (para casos com sintomas persistentes). Nas duas situações, deve estar há pelo menos 24 horas sem sintomas para retomar suas atividades.

5. Quem tiver qualquer tipo de sintoma compatível deve procurar atendimento médico, lembrando da possibilidade de uso do tratamento precoce caso haja indicação do médico e aceitação por parte do paciente.

 

Créditos: Assessoria de Imprensa PML