Carsharing muda a relação dos consumidores com veículos

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Flickr/Milton Jung - Marcos Paulo Dias Avenida 23 de Maio em São Paulo, um dos maiores corredores de tráfego de carros da metrópole Flickr/Milton Jung – Marcos Paulo Dias

Com o passar dos anos é possível perceber muitas evoluções nas tecnologias e nos produtos oferecidos pela indústria que, de modo geral, impactam nos hábitos de consumo da sociedade. Se no passado, o sonho de um jovem era poder comprar o primeiro carro, nos dias de hoje, essa meta já não é mais uma unanimidade, uma vez que começaram a surgir outras opções que atendem à necessidade de muitos clientes, entre eles, os serviços oferecidos pelo aplicativo da Uber ou até mesmo, o sistema de alugueis de carros, como o carsharing, voltados para o uso rápido.

De acordo com o levantamento da empresa de tecnologias de informação SimilarWeb, feito em 2021, a procura pelo carsharing cresceu 56,5%, o que totaliza 12 milhões de visitas realizadas em mais de 156 companhias que dispõem do serviço.

O CEO da Wali Carsharing, Guilherme Rajzman, explica que o carsharing é um conceito similar ao aluguel de automóveis convencional, mas é cobrado por distância e tempo de uso. “Diferente das locadoras tradicionais, não há necessidade de ir até uma agência e o cliente também tem a liberdade de acessar o carro fora do horário comercial”, descreve.

Segundo o CEO, o carsharing pode ser considerado uma evolução do modelo tradicional de locação de veículos, que visa substituir a necessidade do carro próprio. Diversas montadoras e locadoras buscam adaptar seus serviços ao que se assemelha a um plano por assinatura. “O movimento já representa um ganho de eficiência financeira, porém, tais pacotes mensais não solucionam o maior dos problemas: Em média, independente se comprados ou alugados, vemos que os carros ficam, em geral, estacionados na garagem de casa por 95% do tempo”, analisa Rajzman.

Rajzman também afirma que após os clientes conhecerem o carsharing, muitos dizem que não pretendem ter mais carros, ou que passarão a vendê-los. “Em cidades com alta adoção dessa modalidade, observamos os usuários cada vez mais propensos a caminhar ou usar a bicicleta para tarefas rotineiras, o que contribui cada vez mais para a saúde da comunidade. Menos stress, menos gastos, mais saúde, mais liberdade e mais privacidade”, destaca.

Segundo Rajzman, a modalidade também trará impacto positivo no trânsito, uma vez que diminui o número de veículos nas ruas. “Em um estudo realizado na Europa, cada carro compartilhado nas ruas é responsável por tirar outros 10 de circulação. Além de oferecer economia e privacidade, nossa missão junto à comunidade também é ajudar a resolver o grande problema que temos com o trânsito em nossas cidades”, calcula.

O engenheiro de produção Frederico Peres, 52 anos, do Rio de Janeiro, conta que abriu mão de ter carro próprio há três anos e, a princípio, utilizava carros alugados para suprir suas necessidades, mas, diferente do carsharing, o aluguel de automóveis exigia agendamentos com muita antecedência, além da necessidades de se locomover até a empresa de locação para buscar e devolver o veículo. “Já o carsharing, além de possuir um preço mais em conta, o automóvel fica à disposição a qualquer momento. Esse serviço veio para complementar minha necessidade de versatilidade nas questões de locação de um carro”, aponta.

Para Peres, o carsharing substituiu sua necessidade de possuir um veículo, uma vez que não precisa se preocupar com seguros, documentações ou gasolina, que também está inclusa no serviço.

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