Como saber se a documentação do carro usado está em dia antes de comprá-lo

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Vender carro seminovo ou usado está em alta no Brasil. Só em agosto foram comercializadas mais de um milhão de unidades (1.074.324), considerando automóveis e comerciais leves, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O número representa aumento de 17,12% em comparação com agosto do ano passado, quando o total foi de 917.250.

De acordo com a assessoria da Fenabrave, o crescimento das negociações de usados está relacionado à maior oferta de crédito e à redução dos estoques de carros zero quilômetro nas concessionárias. “A oferta de usados surge como alternativa para suprir esse mercado”, avalia o presidente da Federação, Alarico Assumpção Júnior.

De olho na documentação

Nesse contexto de aquecimento da oferta e da demanda, os consumidores devem ficar atentos para garantir uma aquisição com tranquilidade e segurança. Uma das questões a serem observadas antes de fechar a compra é a documentação do veículo.

O futuro comprador deve solicitar ao vendedor, tanto pessoa física quanto empresa revendedora, os comprovantes de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), do seguro obrigatório, da taxa de licenciamento e o certificado de transferência datado, preenchido e com firma reconhecida. No caso de veículo importado, também é preciso analisar a quarta via de importação.

Outra verificação necessária é com relação às multas e às informações sobre roubo ou furto do carro. É possível fazer a consulta no site do Departamento de Trânsito (Detran) de cada estado ou pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Para conferir é preciso o Registro Nacional de Veículo (Renavam) e o número do chassi do carro.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) explica que quando as letras “RM” no documento significam que houve remarcação do número do chassi após furto ou roubo e  recuperação pelo Detran. De acordo com o órgão de defesa, a informação é importante, pois pode implicar redução no valor de mercado e negativa de cobertura por parte das seguradoras.

Também é recomendável consultar o histórico de revisão através dos carimbos existentes no manual do carro. Essa medida também aumenta a segurança na hora da aquisição.

Cuidados na hora de comprar

Além da documentação, os órgãos de defesa do consumidor alertam para outros cuidados na hora de comprar um carro usado ou seminovo. A Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – alerta para a atenção às condições do veículo, como ano, quilometragem e motor.

Caso o consumidor não se sinta confiante para fazer a avaliação sozinho, a Proteste orienta buscar o auxílio de um mecânico para a realização desta vistoria. Já o Idec relembra que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) ampara a compra de veículos usados e seminovos.

O documento afirma que se o carro apresentar problemas de qualquer natureza e de fácil constatação, o consumidor tem até 90 dias para reclamar. A solução deve ser dada pelo vendedor em até 30 dias, caso contrário, o comprador tem direito à troca e até mesmo ao cancelamento da compra.

Vantagens de adquirir um carro usado ou seminovo

Além de um valor mais barato na hora da compra, o veículo usado ou seminovo em boas condições terá menor despesa para a sua manutenção. Os custos com seguro e IPVA são menores em comparação com as cobranças relativas aos carros novos.

Como destaca a Fenabrave, os estoques dos veículos zero quilômetro estão reduzidos nas concessionárias, por isso, a oferta é outro ponto positivo dos carros usados nesse momento. 

Ainda como vantagens da compra estão a facilidade para a negociação e a menor desvalorização do veículo com o passar do tempo.

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