O que é a ‘crise dos chips’ com a qual a indústria automotiva está sofrendo?

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Escolher entre um veículo novo ou seminovo parte da avaliação de uma série de situações. Ao comprar seminovos, geralmente o consumidor conta com o benefício do valor mais baixo e da possibilidade de ter o carro à sua disposição rapidamente. 

A crise dos chips é uma situação que tem impactado no processo de compra e na escolha entre um carro novo ou um seminovo. Essa situação acontece desde o fim de 2020, causando a indisponibilidade de veículos novos nas concessionárias de todo país. 

O que é a crise dos chips?

Em março de 2020, com o início da pandemia, muitos setores do mercado foram impactados pela necessidade de isolamento social. O setor automotivo teve suas produções inicialmente paralisadas e, aos poucos, foi retomando as atividades.

Entretanto, a falta de insumos acabou se tornando um problema, já que impediu a normalização das atividades, e tem feito com que muitas montadoras precisem paralisar a produção pela falta de chips semicondutores.

A falta de insumos é um problema enfrentado não só pelo setor automotivo. Nesse caso específico, está associada ao novo surto de Covid-19 na Malásia, país que fabrica semicondutores e que teve seus processos paralisados. Essa paralisação afetou a produção automotiva ao redor de todo o mundo, inclusive no Brasil.

Quais são as fabricantes mais afetadas?

Em agosto de 2021, foram anunciadas várias paralisações relacionadas à falta de semicondutores para produção dos veículos. A situação tem impedido a manutenção das atividades em fabricantes como a General Motors, Fiat, Volkswagen e Renault.

Fiat

No caso da Fiat, por exemplo, o único modelo da marca que vem sendo produzido é a picape Toro. Os demais estão com a produção suspensa pela falta de semicondutores.

Vale destacar que a Fiat é líder no mercado de automóveis no país e tem adotado uma estratégia de redução parcial da produção a fim adaptá-la ao volume de entregas de semicondutores.

Volkswagen

A unidade da Volkswagen de Taubaté, no estado de São Paulo, retomou suas atividades parcialmente em agosto de 2021. No local são produzidos os modelos Gol e Voyage.

Na unidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, os funcionários receberam férias coletivas enquanto a fábrica aguarda disponibilidade de chips. No ABC, são produzidos os modelos Polo, Nivus, Saveiro e Virtus. 

General Motors

A fábrica gaúcha da General Motors retomou a fabricação do Chevrolet Onix em um turno de trabalho. O modelo Onix fez com a GM fosse líder de mercado no início de 2021; entretanto, a falta de insumos e a queda na produção a colocaram na sétima posição em vendas nos meses de maio, junho e julho de 2021. 

Na fábrica da GM em São José dos Campos, no estado de São Paulo, 250 operários tiveram os seus contratos de trabalho suspensos.

Como está o cenário fora do Brasil?

A crise de produção automotiva não afeta apenas o Brasil. Na Alemanha e nos Estados Unidos, a Ford suspendeu suas produções com a paralisação de mais de 17 fábricas.

Na Europa, a Volkswagen também precisou paralisar suas atividades e afirma que elas devem ser normalizadas a partir do terceiro trimestre.

A Toyota paralisou suas produções em diferentes lugares do globo: fábricas localizadas no Japão, na China, nos Estados Unidos e na Europa precisaram parar totalmente suas atividades.

No Brasil, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), se manifestou sobre o assunto. De acordo com Luiz Carlos Moraes, presidente da associação, “há demanda interna e externa por um volume maior de veículos, mas infelizmente a falta de semicondutores e outros insumos tem impedido a indústria de produzir tudo o que vem sendo demandado, apesar dos esforços logísticos empenhados pelas empresas”.

No site da associação é possível acompanhar notícias e atualizações sobre o mercado e, principalmente, a questão da falta de insumos no setor automotivo.

Com a falta de carros novos no mercado, os consumidores têm encontrado uma alternativa nos seminovos. Não é por acaso que as vendas destes veículos no primeiro semestre de 2021 superaram as registradas antes do início da pandemia. Sem dúvida, o momento indica que os usados podem ser um ótimo caminho para quem está querendo comprar um carro.

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