Exposição fotográfica de aves alerta para a preservação do Bioma Pampa

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A partir de segunda-feira (25), mostra na Unipampa, em Alegrete, reúne 28 espécies nativas clicadas por praticantes do birdwatching, a observação de pássaros. A entrada é gratuita

A beleza e o colorido dos pássaros do Pampa vão invadir o campus da Unipampa em Alegrete. A partir do dia 25 de julho, a Exposição Aves do Pampa exibe fotografias de 28 espécies nativas da região, algumas delas ameaçadas de extinção, clicadas em ambiente natural por observadores de pássaros. Com entrada gratuita, a mostra no saguão do prédio A1 tem o objetivo de conscientizar para a preservação do Bioma Pampa e está aberta à visitação de escolas, admiradores das aves e incentivadores da causa ambiental.

As fotografias são assinadas por Geraldo Apratto Gonçalves, Luiza Siede Kuck e Matias Jardim, três apaixonados pela observação de aves, atividade também conhecida como birdwatching ou passarinhada. Embora se dediquem ao hobby há anos, os autores das imagens têm outras profissões: Geraldo, 58 anos, é engenheiro civil; Luiza, 33, é professora; e Matias, 37, designer gráfico. Em comum, nos momentos de lazer gostam de admirar pássaros com a câmera na mão.

Através de painéis explicativos, quem visitar a exposição terá a oportunidade de conhecer melhor o Bioma Pampa, as espécies de aves que vivem na região e como fazer a observação de aves. Também poderá apoiar o Manifesto do Pampa, um chamamento coletivo e urgente à conservação do bioma. Parte do valor para viabilizar a mostra foi arrecadado através de financiamento coletivo.

Bioma Pampa

Com uma área total de 750 mil quilômetros quadrados – quase o tamanho da Alemanha e da França juntas –, o Bioma Pampa é compartilhado por três países: Brasil, Argentina e Uruguai. No mapa brasileiro está presente somente no Rio Grande do Sul, onde ocupa quase dois terços do território. Nos últimos 36 anos, o Pampa perdeu 21,4% da vegetação nativa, segundo estudo divulgado pelo projeto de mapeamento da cobertura vegetal MapBiomas, que reúne universidades, ONGs e empresas de tecnologia, e hoje é o mais ameaçado bioma brasileiro. A redução ocorreu devido ao avanço da agricultura, em especial a plantação de soja.

Mais de 500 espécies de aves vivem ou aproveitam o Pampa como parada quando migram. Pelo menos 10 delas estão ameaçadas de extinção, como é o caso do veste-amarela, do caboclinho-de-chapéu-cinzento e do cardeal-amarelo. Entre os países do mundo, o Brasil tem o segundo maior número de espécies de aves registradas, perdendo apenas para a Colômbia. São 1.919 diferentes pássaros catalogados em território brasileiro, de acordo com o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos.

Birdwatching

A observação de aves, birdwatching ou passarinhada consiste em observar, identificar e fotografar as aves nativas em espaços naturais. O turismo gerado pela atividade é um aliado da preservação ambiental em todo o mundo, além de movimentar a economia. Nos Estados Unidos, a prática reúne 45 milhões de observadores e movimenta mais de US$ 40 bilhões por ano, conforme levantamento da agência norte-americana United States Fish and Wildlife Service. Isso equivale a um terço das exportações brasileiras do agronegócio, que somaram US$ 120,6 bilhões em 2021, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 Serviço

 

Exposição Fotográfica Aves do Pampa

A partir de 25 de julho (segunda-feira)

Onde: saguão do prédio A1 do Campus Alegrete da Unipampa

Horário: segunda a sexta, das 8h às 18h

Entrada gratuita

Informações para a imprensa:

Alessandro Girardi – 55 98136-7601

Para download das fotos, clique aqui: https://we.tl/t-FiVEnWyer5

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